Parque Olímpico

Parque Olímpico

Parque Olímpico

O maior legado da Rio 2016.

Projetado para ser o maior legado da Rio 2016, o complexo formado por três pavilhões esportivos, o Velódromo, o Centro Aquático e o Centro Olímpico de Tênis se tornará, após os Jogos, o primeiro Centro Olímpico de Treinamento (COT) do país e o mais moderno da América do Sul.

Em uma área de 40 mil metros quadrados, o complexo oferecerá toda a estrutura necessária para a formação, treinamento e desenvolvimento de atletas de alto rendimento. Contará também com o primeiro laboratório de pesquisas nas áreas de nutrição, fisioterapia, medicina esportiva e clínica da América do Sul e, de acordo com o Comitê Organizador, capacitará a cidade do Rio de Janeiro a continuar sediando importantes eventos de circuitos internacionais em diversos esportes.

A Casagrande foi responsável pelo projeto estrutural do velódromo, das três arenas do COT – duas com capacidade para dez mil e uma para dezesseis mil espectadores – e pela revisão do projeto do centro aquático e da cobertura do centro de tênis.

Considerado um dos mais arrojados equipamentos da Rio 2016, o projeto do velódromo olímpico envolveu uma equipe de 22 profissionais da Casagrande. A arena chama a atenção de todos que entram no Parque Olímpico não só por ser a primeira instalação mas, principalmente, pelo design marcante de sua cobertura sinuosa.

O projeto, inicialmente previsto com uma malha tensionada de alto custo de instalação e manutenção, precisou ser totalmente revisto para reduzir custos e facilitar a operação. Sobre a nova cobertura metálica, foi aplicado um forro com camadas de isolamento térmico e acústico e uma película para refletir os raios do sol, contribuindo para a redução da temperatura no seu interior.

Mas os desafios das três arenas do COT e do velódromo vão muito além: para obter a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), concedida a instalações que utilizam soluções e tecnologias que reduzem os impactos causados no meio ambiente ao longo de toda sua vida útil, as arenas precisavam contemplar, no modo legado, aspectos como aproveitamento da luz solar e da ventilação natural, entre diversos outros requisitos. Por outro lado, durante os Jogos, a iluminação natural precisaria ser totalmente evitada para não atrapalhar a cobertura das emissoras de TV, e as temperaturas do campo de jogo (Field of Play) e da área reservada ao público, controladas de forma precisa por climatizadores. No ciclismo, a questão da temperatura assume criticidade máxima, influenciando diretamente o resultado das disputas, normalmente acirradas.

FICHA TÉCNICA:

Data da Obra: 2013 / 2014
Local: Barra da Tijuca – Rio de Janeiro
Cliente: Velódromo – Prefeitura do Rio (RioUrbe)

23 de julho de 2014